
Hoje é um dia importante pra mim, eu enviei pra minha banca o texto do meu TCC. Antes q vc se empolgue, eu enviei pra banca meu TCA ou seja ele ainda não foi avaliado e dando tudo certo eu sigo pra mais um semestre, pro TCB, pra então concluir mesmo. Mas, oh boy!, que suor e que alívio. Eu consegui acabar um trabalho de 76 páginas (sim, com capa, figuras e referências). Eu consegui dar uma ajeitada naquelas referências (sua acho muito chato formatar os textos). Enfim é mais um motivo pra ser feliz e grata.
Mas vim aqui pra contar um ou dois “segredos”.
Eu estava fazendo um outro trabalho pra faculdade e gosto de escrever ouvindo música (no meu caso, principalmente Rise Against, eu normalmente tenho facilidade de concentrar ouvindo eles), o Youtube tava aberto porque hoje saiu a música da A Outra Margem, a banda do João, e o Youtube me sugeriu um vídeo, da Grace (Vanderwaal). Mas não tinha vídeo ainda, ela tem lançou música hoje, ou pelo menos o Lyric Video, da Ur So Beautiful . Esse aqui ó:
Que eu estou ouvindo em looping porque sim.
Sabe aquela história sobre querer ser você mesmo? Tem uma fala assim “be yourself, everyone else is taken”, a gente também chama de “desserviço” a pessoa não querer ser ela mesma. E eu concordo, 99.9% do tempo eu queria ser eu mesma, uma versão melhorada (menos procrastinadora e menos egoísta/orgulhosa). Mas eu confesso que a Grace é o meu .1%. Esse é o tal o primeiro “segredo” que eu queria contar, o mais perto de sentir inveja de alguém é o que eu sinto por ela. Tipo, eu torço por ela, acho ela ótima, amo ouvir ela. A análise que eu faço é de como ela é linda, a voz dela é dela é linda, ela escreve e compõe, ela é playful, diversidade (pelo menos a distância). Ela tem ao mesmo tempo uma “carreira de sucesso”, nova, e uma vida de adolescente. Ela mora em NYC. Ela veste umas roupas muito legais, de pegada vintage que supre combinam com ela. Eu acho que ela é tipo uma versão real e melhorada da Hanna Montanna, o melhor dos dois mundos. Eu gosto dela de graça, e daqui de longe a vida dela me parece muito boa.
(Esse quote é meio ruim né!? O Sol é infinitamente maior que a lua, tem luz própria e aquece. A lua é até linda e tudo mas sei lá, acho bem comparável sol e lua. )
Mas nessa confissão dá pra tirar um zilhão de coisas, né?
Primeiro que DE LONGE. Não dá pra conhecer alguém DE LONGE, pelo Instagram nem mesmo pelas músicas que essa pessoa escreve/faz. Eu não sei qual o gosto das alegrias dela, quando ela tá num palco ou no estúdio, da mesma forma que eu não sei o que passa na cabeça dela antes de dormir, os medos, os esqueletos no armário. Eu não poderia saber. Então esse encantamento com ela e com a vida dela é superficial, é bobo e sem sentido.
Outra coisa é Jesus. Nada é mais precioso do que poder me relacionar com Ele, certeza da salvação, esperança, a presença dEle, poder orar sempre e saber que Ele está sempre comigo. Não tem preço. Vale a pena ser eu só pra garantir que eu tenha esse relacionamento. Eu não sei como á a vida espiritual da Grace, mas ter conhecido Deus cedo e ter Ele sempre por perto, o nosso relacionamento, é tão especial que eu não troco nem “pra ser Grace”. Nem em pensamento, nem de brincadeira.
E a minha confissão, ainda que pra mim mesma, me fez perceber as coisas que eu valorizo. Eu valorizo beleza. Eu acho a Grace tão bonita, é a primeira característica dela que eu queria ter também. Sempre que eu percebo o tanto que eu valorizo beleza eu me sinto superficial. Mas talvez isso seja um exagero, o problema é valorizar a casca mais que o conteúdo, problema é viver pela aparência, pela beleza. Mas apreciar beleza não é um problema. Buscar o belo também não, eu acho, desde que não seja a prioridade. A casca conta, ela não define mas conta e tudo bem contar. Eu falei do talento dela, eu amo escrever e gosto de criar músicas também, acho que fica fácil me identificar com ela nesse sentido. Talvez se eu tivesse esse pedacinho que é meu tudo bem as outras mudanças (no caso hipotético de eu acordar amanhã na vida dela, tipo filme). Eu falei sobre ela ser playfull, ela me parece ser leve, humildade, brincalhona. Aparentemente eu valorizo isso também. Eu até me vejo leve, mas não goofy, não brincalhona.

Claro que o fato de ela ter uma carreira e um salário antes de ter saído do ensino médio chama minha atenção. Esse mundo me formatou nesse sentido, a coisa de ter que ter sucesso profissional e independência financeira. Ilusões. Mas eles, o mundo, eu mesma, me convenci de que estou atrasada, 25 anos sem diploma, sem salário não é como eu planejei, não é como eu queria estar. Mas tudo bem, melhor meus planos fracassarem e os de Deus se cumprirem. Mas nessa visão, 15 com trabalho me parece uma boa, muito boa. NYC sz. Acho que não preciso nem falar né!? Algumas cidades são especiais, NYC ainda é meio a capital do mundo. Deve ser bom morar lá, e deve ser bom gostar de morar lá e poder. Acesso ao Central Park, a Ponte do Brooklyn, a estação central. Starbucks, Yellow Cabs (mesmo q eu ande de uber e metro e a pé). A coisa de Manhattan. Ah, New York.

O guarda roupa rico e estilo também toca no ponto de “eu sou superficial”, só que não, porque moda importa e dá trabalho e Thais Farage que o diga. Se vestir como a Grace se veste é intencional e inteligente, dá trabalho. Mas acho que o que me encanta mais do que as peças pelas peças é o conjunto, é com ela fica linda em coisas que tinham muito pra dar errado, é o ar vintage, é como é único. Ela tem um estilo claro e singular. So cool. Eu valorizo isso mesmo: identidade e estilo que se veste.
Eu vou continuar gostando da Grace de graça, e vou me vigiar pra não querer viver a vida dela, pra não querer ser ela. Vamos combinar que 0 chance de ‘querer ser outra pessoa’ seja saudável.

Eu tenho um outro “segredo” que vou escrever aqui porque o texto tá grande e a maioria não vai ler =X
Eu normalmente não me preocupo com a opinião dos outros, e ao mesmo tempo eu me preocupo.
Eu sempre me preocupo com a opinião da minha mãe; a opinião dela importa tanto. Tá que quando o assunto é sobre o que eu estou vestindo a gene discorda mais e eu tento não ligar tanto, mas eu ligo assim mesmo, mesmo que ela não perceba o tanto que eu ligo.
E eu ligo pra opinião dos outros sem saber, sem perceber. Eu valorizo ser inteligente e corajosa, então eu faço uma certa questão de ser inteligente e corajosa. Mas é meio cansativo porque as vezes parece que eu estou querendo provar pra alguém, que eu não sei quem, que eu sou uma boa pessoa, inteligente e corajosa, e livre e qualquer outra qualidade que eu valorizo e acho possível de ter. Eu ainda acho que eu quero provar pra mim mesma. Se eu gosto tanto de ser corajosa vou correr meus riscos. Mas até que ponto eu quero provar só pra mim que eu sou corajoso? Até que ponto eu estou esperando alguma aprovação? Sinceramente, não sei.
E isso é muito real porque um dia eu vi como era o outro lado. Vou explicar: eu normalmente não me importo com a opinião dos outros, mas tem uma pessoa que quando eu converso com ela eu me pego tentando agradar, sabe? Quando você acerta seu discurso pra ficar mais parecido com o da outra pessoa, ou fala o que você achar que a outra pessoa vai achar legal? Isso é (pra mim) ridículo e cansativo e eu me peguei fazendo isso assim mesmo. Acho que perto de algumas pessoas, de pessoas específicas é difícil ser racional, se conter, ser você mesmo. O que é uma pena, logo com a pessoa que a gente gosta mais a gente acaba sendo menos nós mesmos. Eu achei tão estranho quando me dei conta como me afeta estar perto dele, como é bizarro ligar pro que outra pessoa pensa de você que eu acabei percebendo que eu não ligo em todos os outros casos. Eu confesso que ter essa exceção me assusta, eu percebi que acabei evitando um pouco o tal ser humano, detestei não ser eu mesmo e consume muita energia tentar agradar alguém. Lógico que evitar não é a melhor saída, o melhor jeito é achar um jeito de ser eu mesma, de ficar de boa, acho que é o que eu estou fazendo.

De qualquer forma, é meio segredo porque (espero eu) ele nem tem ideia do efeito que provoca. E eu sei que parece exagerado mas é só um crush, nada demais, não tem nada e eu nem acho que vai pra frente. Mas assim, aconteceu e esse é o post dos segredos.

Tipo, tanta gente nesse mundo e eu pagando pau pra Grace. C’est la vie né
Boa noite!
One thought on “Uns segredos / “seja você mesmo””